Monday, March 14, 2005

Fresh Air

E eis que, de repente, o torpor esvai-se. Esfuma-se para um lado qualquer, qual não interessa nem se quer saber, só para não ter de o encontrar de novo. O cansaço é substituído por uma pica vinda do desconhecido, a negridão e a bacidez dos dias tem uma nova cor. Faz lembrar salada de alface com cenoura, salada de frutas, salada de disposições saborosas. Os passos têm uma nova musicalidade, um saltinho ridículo no calcanhar e o trautear infinito de uma música qualquer, que outrora seria irritante, mas hoje é... é.
De repente, a cabeça afogada surge da água, take a deep breath, e vamos viver de novo. Depois de demasiados dias a remoer a cabeça, uma última noite em se deita com o cérebro a andar à roda, e roda enquanto se dorme e roda quando se acorda, o que há para pensar já está mais que pensado, mais que mastigado, a digestão parada há demasiado tempo. E há um *click*. Repentino, inesperado, lufada de ar fresco.
E espera-se que dure.

4 comments:

Anonymous said...

oh joui:)) espero que dure também
joana.

juliana said...

fresh air.. era o k precisava agr... o ar parece carregado de td e de nd... está escuro, tão escuro k n consigo ver o k tem nele... :(

tb fiz 1 blog... gostava k o visses! ;)

]JuLiE[

Anonymous said...

curioso como deixaste de escrever aquando desta reviravolta :)
deves ter reparado que matei o meu. já me era estranho

joana:)

Zvo said...

é mesmo isso que todos nós precisamos nessas alturas,adoro a forma como escreves